A PARÁBOLA DOS TALENTOS

 


A Parábola dos Talentos

Mateus 25:14-30

Esta parábola em meu ponto de vista fala de como foi colocado os talentos no mundo espiritual. Hoje temos um termo chamado polissemia que é um fenômeno linguíestico onde uma única palavra expressa mais de um sentido. Considerando que nada neste universo é por acaso e que o próprio verbo criador de tudo esteve na Terra e foi ele quem explicou, temos então aqui a palavra talento aplicada de forma direta e indireta, válida para as duas situações.

Antes de começar, vamos ver primeiro o que significa ter um talento. Na época, um talento seria o equivalente a 6 mil denários, mas neste período um denário significava um dia inteiro de trabalho. Seria como hoje vc pegar o salário que você recebe e dividir pelo número de dias que vc trabalha no mês e vc saberá seu valor diário. Considerando que eles não trabalhavam no final da sexta e nem no sábado até o anoitecer (esta é uma certeza porque o domingo não sabemos), então 6 mil dias. Se eles trabalhasse os domingos (não sei dizer e nem posso afirmar), isso significa que em um ano são 288 dias. Esses duzentos e oitenta e oito dias davam um salário anual de 288 denários, sendo que neste caso seriam mais de 20 anos de trabalho sem gastar absolutamente nada do valor recebido para poder juntar 1 talento.

Então 1 talento era muito.... muito dinheiro mesmo! Confiar um valor desses seria o mesmo que pegar uma pessoa que recebe um salário de R$1000,00 (fictício) por mês e dar a ela 250 mil reais aproximadamente para tomar conta. Isso é 1/4 de milhão.


Então levando agora para o mundo espiritual temos o seguinte: O menor talento que uma pessoa recebe DE GRAÇA de Deus seria o equivalente a 20 anos de esforço numa jornada de trabalho diária pelo esforço unicamente humano. Então se você tem o dom da música, da culinária, das artes ou qualquer outra que em pouco tempo se desenvolve mais do que pessoas que passam meses, isso é um talento dado a você e no meu ponto de vista é um dom dado por Deus.

Mas a pergunta é: O que você faz com seu talento? Você apenas guarda ele pra você com o objetivo de não perder algo (enfrentar as adversidades e riscos da vida como diz na parábola com medo de perder)?

Ou você utiliza eles para a glória de Deus e mostrar que ele não perdeu o investimento dele que fez em você? 

Vou ser mais direto aqui: Você vive consumindo os recursos do planeta no lugar de outras milhões de possibilidades (espermatozoides) que poderiam fazer algo pra nada?

Como você contribui para o todo e propósito de Deus? Você ajuda as pessoas com o talento que você recebeu? Quando Deus perguntar um dia o que você fez com tudo isso, vai falar o que?

Aqui está a parábola para leitura. Recomendo ler o contexto para saber que é algo de fato comparativo ao que acontecerá ao final dos tempos.

O sair de viagem de Jesus, foi porque ele foi aos céus depois de ressucitar, mas voltará um dia para saber o que os que foram comprados por ele a preço alto de sangue e morte de cruz fizeram. Ser servo (senhor na época era como dono), significa que está sob a tutela e serviço dele. Ele pagou a dívida para escolhermos se queremos continuar num mundo caótico e perverso com perspectiva de acabar mal ou se queremos servir a ele e nos salvar no final de tudo isso.







14 “E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15 A um deu cinco talentos[a], a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem. 16 O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco. 17 Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois. 18 Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 “Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles. 20 O que tinha recebido cinco talentos trouxe os outros cinco e disse: ‘O senhor me confiou cinco talentos; veja, eu ganhei mais cinco’.

21 “O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’

22 “Veio também o que tinha recebido dois talentos e disse: ‘O senhor me confiou dois talentos; veja, eu ganhei mais dois’.

23 “O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’

24 “Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. 25 Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’.

26 “O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? 27 Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros.

28 “‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. 29 Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O pecado original.

Caim e Abel - A representação do bem e do mal